Relatório de Março: 1ª plenária da RFS, reuniões dos GTs e reunião da Frente de Políticas Públicas Participativas!
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Relatório de Março: 1ª plenária da RFS, reuniões dos GTs e reunião da Frente de Políticas Públicas Participativas!

No dia 02 de março, iniciamos as nossas atividades em 2021 com a 1ª Plenária da Rede Favela Sustentável! Foi um momento de reencontro e para nós foi um prazer reencontrar tantas caras conhecidas—e algumas novas—para seguirmos construindo coletivamente essa rede potente.

Antes de relatarmos o que aconteceu na reunião, pedimos que já reserve na sua agenda as datas das atividades da RFS em abril:

  • Plenária mensal da RFS (com reuniões simultâneas dos GTs): terça-feira, dia 6 de abril das 17h às 19h30
  • Reunião da Frente de Políticas Públicas Participativas (FPPP): segunda-feira, 19 de abril das 18h às 20h

 

Após análise das avaliações sobre a 1a plenária, ficou claro que a grande maioria dos integrantes da RFS querem mais tempo para as reuniões dos GTs e querem um dia separado para reunião da FPPP. Então separamos as reuniões e já reservamos pelo menos 1h30 para reuniões dos GTs durante a plenária, para que todos tenham oportunidade de interagir e que dê pra avançar na elaboração de planos. E na reunião da FPPP teremos uma apresentação sobre participação política feita pela Iara Oliveira do Alfazendo da Cidade de Deus. Esperamos muito ver você nas duas ocasiões!

Veja Como Foi a Primeira Plenária da RFS:

A plenária do dia 2 de março foi dividida em três principais momentos:

  • Apresentação das diretrizes da RFS e plano de atuação para 2021
  • Divisão em reuniões simultâneas curtas dos GTs
  • Realização da reunião da Frente de Políticas Públicas Participativas

 

Iniciando a reunião, nós da Comunidades Catalisadoras (ComCat) apresentamos um rascunho com os Princípios e Diretrizes da RFS, numa tentativa de apresentar formalmente a abordagem que temos usado para conduzir a RFS desde 2017. Apresentamos missão, objetivos, focos e conceitos norteadores. O documento também inclui uma proposta de estrutura para 2021 e uma descrição dos papéis de cada ator dentro da RFS (ComCat, lideranças comunitárias e aliados técnicos).

Esse documento irá guiar a atuação de todos os integrantes da RFS ao longo de 2021 e além. Para que a gente defina princípios que realmente reflitam aquilo que é importante para a RFS como um todo, pedimos que, caso não tenha feito isso ainda, você leia com atenção e dê suas considerações sobre este documento. Você pode deixar comentários direto no documento ou enviar considerações para o email rede@favelasustentavel.org. Queremos saber: Você concorda com o que está escrito lá? Tem sugestões de alteração? Faltam elementos? Por favor, não deixe de ler com atenção essas diretrizes para entender o que estamos propondo e opinar sobre cada ponto!

Em seguida, apresentamos o resultado da nossa análise sobre a avaliação de 2020 preenchida pelos integrantes da RFS no ano passado. Ao fazer a análise, percebemos que tinha uma diferença entre a avaliação das lideranças comunitárias e dos apoiadores técnicos, e como o propósito da RFS é atender às demandas das lideranças comunitárias, olhamos com atenção extra para o que foi demandado por elas. Em nossa análise, mapeamos quais foram os pontos de ação considerados prioritários pelos participantes de cada GT e nesses gráficos (um pra cada GT) você pode ver como as prioridades para as lideranças comunitárias foram diferentes das dos aliados técnicos. Dê uma olhada para entender essa diferença e também pra saber as ações prioritárias desenhadas por cada GT para 2021.

Nesse momento da reunião, nós também apresentamos uma proposta de atuação para 2021, criada com base nessa análise, para que os participantes pudessem opinar, refletir e dar sugestões de como aprimorar a proposta. A dinâmica que apresentamos para 2021 é que a RFS se mantenha com atuação online—devido à pandemia—e se reúna em plenárias mensais, sempre na primeira terça-feira do mês, tendo nelas a oportunidade de um encontro de todos, enquanto também focando a maior parte do tempo em reuniões paralelas dos GTs, em salas do Zoom. Essas reuniões simultâneas dos GTs serão facilitadas por 7 novos facilitadores, um para cada GT. E considerando limitações do orçamento da ComCat e a vontade de que a RFS possa seguir tendo ações de impacto e crescendo organicamente, propusemos uma forma dos integrantes terem mais autonomia, a partir da criação de núcleos, grupos paralelos aos GTs que sejam criados para fins específicos, como a realização de uma atividade, campanha, ou documento. Os núcleos podem atuar sem a presença da equipe da ComCat, ou de forma inter-GT (ou em parceria com outras redes) e devem contar com a participação de pelo menos duas lideranças comunitárias.

A partir dessa conversa coletiva, os participantes foram convidados a se reunirem em salas separadas por GT para conversar sobre como os princípios e as ações previstas dialogam com os planos do GT para 2021. Mais abaixo você poderá conferir como foi a primeira reunião de cada GT, que foi bem mais curta do que o normal, e serviu principalmente como um momento de reconexão entre os integrantes.

Após o reencontro dos GTs, tivemos a primeira reunião da Frente de Políticas Públicas Participativa da RFS (nome votado no formulário de avaliação da plenária). Esta ação surgiu a partir da carta-compromisso realizada coletivamente pela Rede Favela Sustentável que norteou o nosso debate com os prefeitáveis à Prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições de 2020. Nessa primeira reunião, a ideia foi começar a delinear como será a atuação dessa frente. Falou-se sobre a importância de nos capacitarmos politicamente, havendo inclusive sugestão de realizar um treinamento político para a RFS, e da importância de nos fortalecermos internamente antes de buscar apoio de pessoas eleitas ou gestores públicos. A discussão do grupo se estendeu sobre os ODSs (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) e a noção de sustentabilidade da ONU x RFS, e sobre os possíveis nomes dessa mobilização política, de forma a garantir que nossa proposta de ação não entre em disputas de poder já existentes. Com base nos relatos dos participantes e nas avaliações que recebemos por escrito, decidimos pelo nome “Frente de Políticas Públicas Participativas”, porém haverá ainda uma chance para dialogar e afirmar o nome na próxima reunião, que acontecerá no dia 19/abril, às 18h.

Por fim, confira abaixo as discussões de cada GT:

Água e EsgotoNo último ano o GT Água e Esgoto definiu três rumos possíveis para atuação em 2021, sendo elas (1) a conclusão do sistema de saneamento ecológico do Vale Encantado; (2) a importância de dar visibilidade para técnicas simples de tratamento de água/esgoto e (3) a discussão de assuntos políticos voltados ao saneamento. A partir de diversas falas empolgantes, na reunião do dia 2 o GT refletiu sobre a necessidade de pensar iniciativas que priorizem ideias de reuso de água de chuva nas comunidades como um caminho para a sustentabilidade. Conversamos também sobre os impeditivos que a Covid-19 tem causado aos projetos do GT, principalmente para a finalização do projeto da comunidade do Vale Encantado. O GT identificou também a vontade de fazer um mapeamento amplo de comunidades que têm interesse em desenvolver tecnologias pensando em soluções de saneamento dentro das suas comunidades.

Hortas – No final do ano passado, o grupo se reuniu para definir pontos de atuação do GT em 2021. Duas ações foram votadas como prioritárias: a captação de recursos para auxiliar projetos na distribuição de alimentos da agricultura familiar e a realização de mutirões nos territórios (pós-pandemia). Na plenária do dia 2 os integrantes do GT discutiram por onde começar e levantaram a importância da criação de planos e datas para que ações aconteçam de forma organizada e segura na situação de pandemia que nos encontramos. No próximo encontro o GT irá debater mais sobre as ações propostas e definir soluções, planos e metas para atender às demandas apresentadas pelas lideranças comunitárias.

Geração de Renda – O GT debateu sobre suas prioridades para 2021 levantadas no ano passado: realização de oficinas, articulações políticas em favor da Economia Solidária e apresentação dos projetos durante as reuniões do GT. A realização de oficinas foi a principal demanda debatida pelos participantes da reunião e surgiram ideias de temas específicos, como: Oficinas de Precificação, Oficina de Marketing Digital, Oficina de Segmentação de Marketing Sustentável, Oficina de Pitch, Oficina de Empreendedorismo e Oficina de Apresentação do Produto/Serviço. Nas próximas reuniões, o GT irá conversar sobre os próximos passos e possíveis formatos de oficinas, assim como a possibilidade de criação de um cronograma de oficinas para o GT.

Resíduos Sólidos – No primeiro encontro do ano, os presentes indicaram temas prioritários a serem trabalhados nos próximos meses: ações de valorização dos catadores, trabalhos voltados à educação ambiental, e apoio às cooperativas. O grupo presente entendeu ser necessário outro encontro, com mais participantes, para definir ações e atividades para o ano de 2021, deixando já indicado alguns temas que poderão ser trabalhados.

Educação Ambiental – No ano passado, as prioridades identificadas para o GT em 2021 foram: o intercâmbio de conhecimento com comunidades em outros lugares, o desenvolvimento de currículo escolar inserindo educação ambiental, e conversas teóricas sobre educação ambiental. Nesta reunião algumas falas ressaltaram a importância da segurança alimentar, da mobilização de doações e a necessidade de apoio para trabalhos de base, assim como a continuação do debate sobre a relação favela-academia e do desenvolvimento da carta-manifesto que foi iniciada nos últimos meses de 2020. Outra ideia dada pelo GT é de usar a agenda 2030 como base das ações futuras do GT. Na próxima reunião, o GT irá aprofundar o debate sobre qual será a primeira atividade do GT esse ano.

Memória e Cultura – O GT iniciou os trabalhos com visita a dois objetivos apontados como prioridades para 2021: ações de divulgação do Guia de Museus e Memórias, e a atuação do GT na aplicação da lei 10.639/03 nas salas de aula e espaços de memória e cultura da cidade. Para o próximo encontro, o GT irá conversar sobre quais serão as ações concretas a serem realizadas para atuar nessas esferas.

Energia Solar – Para 2021, o GT havia levantado algumas ações que norteariam sua jornada, sendo elas: desenvolver projetos para energia solar nas sedes dos integrantes da RFS e apresentar tecnologia solar em escolas públicas de favelas. Neste encontro, o GT dialogou sobre ter ações e dinâmicas mais voltadas para sensibilização das pautas de justiça energética e para a mobilização de lideranças comunitárias que ampliem o debate no GT Energia Solar. A ideia de sobrepor atividades com o GT Educação Ambiental surgiu fortalecendo o caráter pedagógico do tema da justiça energética no GT Energia Solar. Pensando também na profissionalização das lideranças comunitárias e dos jovens moradores de favelas, as futuras conversas do GT podem encontrar no GT Geração de Renda uma boa parceria para definir estas estratégias. Mais detalhes sobre possíveis atuações serão definidas na próxima reunião.