VÍDEO Diálogo Favela e Academia: Caminhos Necessários para Educação Ambiental
2112
post-template-default,single,single-post,postid-2112,single-format-video,theme-stockholm,qode-social-login-1.1.3,qode-restaurant-1.1.1,stockholm-core-1.2.1,woocommerce-no-js,select-theme-ver-5.2.1,ajax_fade,page_not_loaded,popup-menu-fade,header_top_hide_on_mobile,wpb-js-composer js-comp-ver-6.1,vc_responsive

VÍDEO Diálogo Favela e Academia: Caminhos Necessários para Educação Ambiental

As favelas são territórios resultantes de uma série de questões complexas dentre elas a abolição da escravidão e a inexistência histórica de políticas públicas territoriais para africanos em diáspora. Como respostas para um sistema estruturalmente racista, as favelas tiveram que criar seu próprio modo de sobreviver às crises.

Dentre suas diversas potências há o saber da favela, que surge como um saber legítimo, necessário e urgente pela sua ação e solução de problemas de um mundo real e complexo que são as favelas. Apesar de legítimo, nem sempre este saber é respeitado ou está presente onde se discutem as soluções urbanas e na construção do pensamento científico, ou seja, na ciência e nos espaços acadêmicos. Para muitos dos problemas enfrentados nas cidades, inclusive nas favelas, busca-se no campo científico as soluções verdadeiras e eficientes e ignora-se o saber da favela. Em outros momentos, este saber é apropriado por acadêmicos que se beneficiam enquanto moradores que o desenvolvem continuam marginalizados pela sociedade. Questões estruturais dificultam a relação universidade-favela, seja porque o perfil colonizador é replicado nessa troca ou porque a estrutura acadêmica desencoraja diálogos extramuros das universidades.

Nesta live procuramos compreender: Quais os fatores que separam as boas das más experiências nessa relação favelas-universidades? Como receber a universidade nas favelas? O que não queremos que aconteça nessa relação? E como ter uma relação favela-universidade de sucesso?

Assista esta aula pública com lideranças comunitárias e acadêmicos com uma proposta descolonizadora de diálogo entre o saber científico/acadêmico e o saber da favela, em prol da educação ambiental:

  • Fransérgio Goulart, Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial e Espaço Pra Que e Pra Quem Servem as Pesquisas sobre Favelas?
  • Daniel Fonseca, LAPEAr / UNIRIO
  • Camila Reis, LAPEAr / UNIRIO
  • Gildete Barros, Escola Jornalista Brito Broca (Formiga)
  • Iara Oliveira, Alfazendo (Cidade de Deus)
  • Cris dos Prazeres, ReciclAção (Prazeres)
  • Verônica Parente, Projeto Escola Verde (Cidade Alta)
  • Alan Brum, Raízes em Movimento/Projeto CEPEDOCA (Alemão)

 

Mediação: Iamê da Silva de Sá, Laboratório de Ecologia Vegetal UFRJ e integrante do GT de Educação Ambiental da Rede Favela Sustentável Este evento fez parte do Circuito Urbano 2020 da ONU Habitat, que este ano teve como tema “Cidades Pós-COVID-19: Diálogos entre o Brasil e a África Lusófona”.

Apoio: Funação Heinrich Böll Brasil